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18.11.17

uma boa notícia.

O arquivo documental deixado por Manuel António Pina, que inclui desenhos, rascunhos de poemas, correspondência, cadernos e originais dos livros, vai ser digitalizado com o apoio financeiro da Fundação Gulbenkian, ficando depois à guarda do Centro de Estudos da Cultura em Portugal, um organismo criado recentemente pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

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/ público

21.10.17

muriel cooper

📌 //
looking back on Muriel Cooper’s visions of the future

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a sift through the MIT archive reveals that the legendary designer’s most vital contributions are also the least visible

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eyeondesign.aiga

6.10.17

linque do dia

📌 //
graphic design readings

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an online library of canonical and recommended texts on graphic design

🔗 /
readings.design

11.1.16

pushing ahead of the dame //
david bowie, song by song

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um blogue escrito por chris o’leary

🔗 /
pushing ahead of the dame

19.9.12

embracing new languages in journalism


francesco franchi //
on visual storytelling and new languages in journalism //

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via /
gestalten.tv

5.6.06

vá para fora cá dentro



«Todos os anos, entre meados de Abril e princípios de Junho, a Reserva Botânica de Cambarinho, nas encostas da Serra do Caramulo, é palco de um exuberante espectáculo de cor, com os loendros floridos a serpentearem ao longo dos seus 24 hectares, aproveitando a humidade das linhas de água.

Loendro é o nome popular que nesta região se adoptou. O nome científico é Rhododendron Ponticum, subespécie Baeticum, e é uma das raras espécies sobreviventes da flora do período geológico do Terciário (há mais de dois milhões de anos), desaparecida com as glaciações.

Em Portugal, os loendros foram encontrados em 1799, na Serra da Fóia (Monchique). Anos depois, em 1884, o investigador Júlio Henriques, da Universidade de Coimbra, descobriu-os nas margens do Rio Alfusqueiro, durante uma expedição botânica à Serra do Caramulo.

Actualmente é em Cambarinho que se situa a maior concentração de loendros da subespécie Baeticum, havendo outras mais pequenas em Monchique (Algarve), Odemira (Alentejo) e Sierras del Algibe (Cadiz, Sul de Espanha).»

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26.5.06

uma história escrita a lápis



«Com ele escrevemos as primeiras palavras, escrita tímida, provisória. Impreciso fascínio. Com ele se faz o povoamento de muitas cores do pequeno mundo dos desenhos infantis. O único lápis português, que nasceu em Vila do Conde e se fixou em São João da Madeira, completa agora setenta anos. Os responsáveis da Viarco comemoram a data com uma exposição itinerante, que já passou pelo Porto, e o lançamento de uma série limitada de cinco lápis que vão andarilhar pelas mãos de vários artistas.

António aceitou o desafio. Recebeu o Viarco Express, um lápis negro, da série limitada: cabe agora ao cartunista executar um trabalho. Terminada a obra, com o mesmo lápis escreve uma carta a um amigo, onde o convida a continuar a viagem. Ou seja, o lápis, seguindo sempre o mesmo processo, andará de mão em mão amiga até ficar completamente gasto.

José Miguel Vieira, responsável pela Viarco, pretende com estas iniciativas culturais chamar a atenção para a única fábrica de lápis do País, a sua longa história, e concretizar apoios para um grande projecto: a criação do museu do lápis, nas instalações anexas à unidade de produção, em São João da Madeira. Uma pequena parte do vasto espólio da Viarco esteve já exposto, no Porto, no Maus Hábitos. A mesma exposição, que integra colecções de lápis antigos, embalagens e outros material gráfico, passará ainda por Lisboa, Coimbra, Aveiro, Viseu, Vila do Conde e Vila Nova de Cerveira.»

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Mangas, Francisco e Pereira, Hernâni (2006), «Lápis português a escrever há setenta anos», Diário de Notícias

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19.4.06

glossário tipográfico: corpo de letra

Bigode
Filete ornamental cuja espessura aumenta no centro e que tem como função separar textos, imagens, fotografias, etc.

Boca
Parte de algumas máquinas que trabalham com o papel, como a cisalha, a picotadeira e a guilhotina.
Vão situado entre a lombada e os cadernos cosidos da encadernação, que os livros de lombada saliente apresentam.

Cabeça
Parte superior da página, podendo conter alguma informação.

Coluna
Espaço em que se divide, verticalmente, a grelha de composição de uma página.

Corpo
Tamanho do tipo de letra medido em pontos.

Lombo
Margem interior de uma página, localizada entre a lombada e a mancha.

Mão
Grupo de cinco objectos iguais, ou de vinte e cinco folhas de papel (cinco cadernos).

Miolo
Conjunto de folhas que constituem o interior de um livro ou publicação.

Orelha
Extensão das capas ou sobrecapas de um livro, que se dobram para o interior.
O mesmo que badana, aba, solapa e bandeira.

Patilha
Pequeno traço transversal que remata as hastes verticais de alguns caracteres.

Pé
Margem inferior de uma página impressa. Também se denomina pé à parte inferior de uma letra.

Rosto
Página de uma obra onde figuram o título, o autor, o editor, o local e a data de publicação.

20.3.06

chá gorreana



Em 1874, chegaram aos Açores (Ilha de S. Miguel) as primeiras sementes de Camellia sinensis — a planta do chá — e, alguns anos mais tarde, foram chamados dois especialistas chineses que se dedicaram a ensinar aos fabricantes locais as técnicas de preparação das folhas.
Todas as variedades de chá provêm dos rebentos jovens desta planta. As diferenças derivam do clima, do período da colheita e do tratamento a que são submetidos posteriormente.

Chegaram a funcionar na Ilha de S. Miguel mais de uma dezena de plantações com fábrica própria. Entre elas encontrava-se a Gorreana, que é, actualmente, a única plantação com fábrica de chá de toda a Europa.
A Gorreana produz chá verde e chá preto ortodoxo, assim designado porque durante o processo de transformação das folhas estas ficam, na sua maioria, enroladas e inteiras — tal como acontecia com o chá que era trabalhado com as mãos e não por meio das novas tecnologias, que deixam as folhas partidas ou esmagadas.

A selecção das folhas dá origem aos diferentes tipos ou graus de chá preto. Os tipos de chá preto produzidos pela Gorreana são o Orange Pekoe (feito a partir do gomo apical e da primeira folha do rebento, resultando numa rica infusão, com sabor e perfume delicados), o Pekoe (originário da segunda folha, tem um paladar e aroma menos acentuado ) e o Broken Leaf (feito a partir da terceira folha e de folhas partidas, é menos aromático mas mais suave).
O chá verde (Hysson) difere ligeiramente no processo de transformação. Após a colheita, as folhas são sujeitas a um processo de steaming, que consiste na aplicação de vapor de água que leva à inactivação de enzimas, impedindo a fermentação (ou mais correctamente a oxidação). As folhas são depois enroladas, secas e de novo enroladas. Ficam, no final, com uma cor verde-azeitona, escura e inteiras.

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Jorge, Sandra (2002), «Acerca do chá». Ciência Viva

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5.3.06

a cor do chá



Todos os chás nascem da Camellia sinensis ou dos seus híbridos. As diferenças de tratamento, de qualidade, de preparação e de período de colheita levaram à criação de categorias que permitem transcrever as suas infinitas subtilezas.

Os chineses foram os primeiros a elaborar distinções baseadas na cor da infusão: branca, verde, amarela ou vermelha, cada uma acompanhada de matizes mais ou menos carregados. Assim, distinguem os chás brancos e os chás verdes, ambos não fermentados, os chás semifermentados — que sofrem uma fermentação limitada —, os chás perfumados, os chás comprimidos e, finalmente, os chás pretos ou fermentados.

Os ocidentais criaram uma classificação diferente, que tem em conta os graus de fermentação e os processos de fabrico. Os chás pretos são portanto hierarquizados segundo o tipo de colheita e o seu gosto mais ou menos encorpado. Os outros chás são hierarquizados segundo critérios estéticos que se prendem com a forma das folhas: chatas (Lung Ching), enroladas em bola (Gunpowder), torcidas (Oolong da Formosa) ou armadas (em forma de ramos de flores, estrelas, pérolas...). Os rebentos e as folhas mais tenras atestam, além disso, uma qualidade superior.

2.3.06

uma coisa em forma de chá

«Bebe-se chá para esquecer o bulício do mundo», murmurava T'ien Yi-Heng muito antes de a sua paixão, mais exigente do que a do ouro, segundo se diz, ser partilhada por apreciadores dos quatro cantos do mundo.
Bebida única, o chá é celeste por nascimento: as suas primeiras gotas, diz a lenda, humedeceram os lábios divinos do imperador Chen Nung.
Mas o seu segredo reside, sem dúvida, em algo mais: nas suas qualidades quase humanas. O chá relata, convida à viagem, é partilhado, aproxima as culturas, dá-se aos poetas, é desde logo gesto de hospitalidade e de convívio. Nenhum outro produto da terra suscitou, ao longo dos séculos, rituais tão subtis, ou inspirou um refinamento igual ao dos objectos que o servem.

Desde que foi descoberto e até ao início do século XVII, o chá permaneceu desconhecido do Ocidente e apanágio quase exclusivo da China. O seu cultivo só timidamente se evade para os limites do país: a Coreia, o Tibete, o Japão foram os primeiros a receber os seus benefícios. Foram os oásis e caravanas da rota da seda que albergaram os primeiros marcos de uma via mercantil cujo progresso continuava a ser, no entanto, confidencial.
Se a terra permite às tradições criarem raízes, foi o mar o teatro da formidável expansão que os séculos XVII e XVIII iriam imprimir ao comércio do chá. As companhias de navegação inglesa, francesa e holandesa desenvolveram todos os esforços para negociar, ao melhor preço, acordos com a impenetrável China e aí implantar os seus entrepostos. A história fervilha então com surdas manobras, povoa-se de personagens inquietantes e favorece o engenho.

Em 1849, Robert Fortune percorre a China de liteira, disfarçado de mercador chinês e depois de mandarim mongol, e espiona ao serviço de Sua Graciosa Majestade, furtando finalmente o segredo do fabrico do chá. Graças a ele, serão plantados vinte mil pés da «árvore do chá» nos contrafortes do Himalaia. Aclimatadas ao Ceilão (Sri Lanka), as plantas do Assam farão deste país a «ilha do chá».
No início do século XX, surge uma nova personagem, Thomas Lipton. A sua audácia - combinada com um sentido ímpar da comunicação - impele-o para Ceilão, leva-o a dispensar intermediários e a diminuir o preço do chá para o tornar acessível aos mais humildes.

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Kitti Cha Sangmanee